
Ângelo Brea (Santiago de Compostela, 1968) é um escritor galego.
É licenciado em Filologia hispânica pela Universidade de Santiago de Compostela e em Filologia galego-portuguesa pela Universidade da Corunha. Autor do poemário Livro do Caminho (1989), canta o amor utilizando estrofes clássicas, como a canção petrarquista ou a ode, e uma métrica muito rigorosa.
Foi co-autor da obra teatral Eva Perón, prémio Compostela de teatro em 1995. O seu seguinte poemário, intitulado O país dos nevoeiros (Espiral Maior, 2005) consta de 91 poemas, sendo o número uma homenagem ao também escritor galego Eduardo Pondal. O poeta utiliza o verso branco, em numerosos poemas decassílabos, a silva, a canção clássica, a ode, mas também a balada francesa ou o a estrofe sáfica. É de interesse o poema "Retrato da amada", no que se adapta por primeira vez à língua portuguesa o chamado "hexâmetro" greco-latino.


Em dezembro de 2014 publicou Lembranças da Terra & outras histórias de um futuro possível. Trata-se de um livro de 16 relatos de Ficção Científica.
Um destes contos, "As grandes vantagens da neolíngua", inspirou a antologia A voz dos mundos. Contos de Ficção Científica ( Ed. Mondrongo, Ilhéus-Bahía - Brasil - e Através Editora - Galiza -) com autores galegos, portugueses e brasileiros, onde apareceu o seu conto "A nova Constituição", que é uma precuela do conto "Nas montanhas de Magadar", Neste relato narram-se os problemas de tipo jurídico e linguístico que envolvem a entrada do planeta na Federação Terrestre.
No 2019 publica "Tempo de eclipses" e no 2022 "Nos Vales do Mariner".
